O Rio de Janeiro amanheceu com gosto e cheiro de sangue. Vidas interrompidas onde esperava-se prepará-las para viver. Crianças mortas e feridas. Famílias devastadas. Obviamente há coisas urgentíssimas a serem feitas imediatamente: socorro às vítimas que sobreviveram e parentes, doação de sangue e expressão pública de tristeza. Sim, todos temos que nos juntar ao enlutados, demonstrando solidariedade. Chorando com eles.
Urge também, entretanto, que as causas dessa tragédia, em especial, os meios encontrados pelo assassino para destruir vidas inocentes, sejam esclarecidos. Jamais conheceremos a mente do rapaz de modo perfeito. Como penetrar em tamanha escuridão? Mas sabemos que todo o seu plano diabólico só pode ser levado a cabo por dois motivos:
1. Não havia segurança adequada para uma -escola municipal repleta de crianças- numa área reconhecidamente violenta. É assim que queremos os nossos filhos em sala de aula?
2. A facilidade com que se consegue arma e munição é a causa principal do ainda altíssimo índice de homicídio do Estado do Rio de Janeiro. Quais os principais responsáveis pelo tráfico de arma e munição?
Sem tratarmos desses dois graves problemas, continuaremos a enterrar vidas humanas que mal chegaram a desabrochar, para a dor incurável e sofrimento indizível de pais, mães, irmãos, e trauma da população.
Antônio Carlos Costa
Presidente do Rio de Paz
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