AVISO DE PAUTA
A ONG Rio de Paz foi procurada por representantes da sociedade civil da Vila Kennedy, aflitos com a violência no local, relatando o clima de medo na comunidade. Os relatos são de muitas mortes, pessoas desaparecidas, assaltos, roubos e brigas entre facções, além do medo dos moradores de conceder entrevistas ou falar em público. Ainda que oprimidos, organizaram uma manifestação com 3 mil pessoas na própria comunidade, mas não foram escutados e não houve repercussão. Por isso, pediram auxílio ao Rio de Paz para fazer ecoar na Zona Sul da cidade esse grito por ajuda. O deputado estadual Marcelo Freixo também, consciente da urgência de interromper a violência local, enviou à Secretaria de Segurança um ofício pedindo providências.
O primeiro impulso foi por uma passeata pacífica e contundente como são conhecidos os protestos do Rio de Paz. No entanto, a população acuada com as prováveis retaliações acabaria não comparecendo ao evento. Por isso, a mensagem alerta será transmitida através de faixas na Praia de Copacabana, na altura da Princesa Isabel, e no Aterro do Flamengo em frente ao restaurante Porcão. As faixas trarão uma foto do Presidente Kennedy amordaçado, representando o medo da população em falar. E a frase: “Vila Kennedy: abandono, sangue, medo.”
As faixas chamando atenção para a situação dessa comunidade em Bangu foram colocadas durante esta madrugada, de quinta para sexta-feira, por voluntários do Rio de Paz. A primeira faixa foi esticada às 04h na Praia de Copacabana, altura da Princesa Isabel. Para o presidente da ONG, Antônio Carlos Costa, “Atentar para o desespero de cidadãos que gemem num cenário de violência e morte, e, que nem ao menos tem o poder de gritar, é obrigação do Estado Democrático de Direito. A sociedade civil do Rio de Janeiro exige que opoder público atente para o desespero dos moradores da Vila Kennedy”.
Recent Comments